Para quem gosta de ver a cidade por uma outra perspectiva: arte urbana

7 de março de 2019


Foto CURA.ART

O que você acha de conhecer uma cidade pelo olhar de seus artistas? Aqui em Belo Horizonte, esse tipo de experiência é possível. E com muita sensibilidade e gentileza.

Por meio do edital Arte Urbana – Gentileza, 40 trabalhos de pintura livre, grafite, estêncil e outras técnicas alteram, gradualmente, o visual das ruas.  O projeto da Prefeitura de Belo Horizonte, via Secretaria Municipal de Cultura, selecionou propostas artísticas para ocupar todas as regionais da cidades. Grafites, lambe-lambe e muralismo ocupam ruas, equipamentos públicos, viadutos, metrôs, escolas, praças, prédios e outros espaços.

Na última edição, realizada em 2018, a participação feminina chamou a atenção. Cerca de 45% dos artistas selecionados pelo edital se autodeclararam mulheres, sendo o restante 50% autodeclarados homens e 5% de pessoas que não identificaram o gênero. Para admirar as obras que já estão prontas*, veja a lista, dividida por regional:

  • Artista e/ou Coletivo: Surto Real
    Avenida Pedro II, 927 – Bairro Jardim Alvorada (Noroeste)
  • Artista e/ou Coletivo: Fernando José Poletti e Virgílio Newton de Barros Jr.
    Viaduto Itamar Franco – Bairro Carlos Prates (Noroeste)
  • Artista e/ou Coletivo: Maria Raquel Bolinho  – Avenida do Contorno, 11671 – Bairro Lagoinha (Noroeste)
  • Artista e/ou Coletivo: Minas de Minas Crew – Avenida Nossa Senhora de Fátima – Carlos Prates (Noroeste)
Foto Divulgação / Minas de Minas Crew
  • Artista e/ou Coletivo: Thiago Aguiar – Avenida Antônio Carlos, 197 – Bairro Lagoinha (Noroeste)
  • Artista e/ou Coletivo: Kakaw
    Avenida Antônio Carlos, 1370 – Bairro São Cristóvão (Noroeste)
  • Artista e/ou Coletivo: Vilmex
    Rua Estrada do Cercadinho, 3028 – Bairro Ventosa (Oeste)
  • Artista e/ou Coletivo: Dagson Silva – Conjunto Santa Maria – Morro das Pedras (Oeste)
Foto Divulgação / Dagson Silva
  • Artista e/ou Coletivo: Ágatha Andrade – Avenida Olegário Maciel, 735 (Centro)
  • Artista e/ou Coletivo: Thais Mol – Avenida Afonso Pena, 1377 (Centro)
  • Artista e/ou Coletivo: Karina Amaral –Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Centro)
  • Artista e/ou Coletivo: Jackson Farias Teixeira – Centro de Referência da Juventude (CRJ) – Praça da Estação (Centro)
  • Artista e/ou Coletivo: Nilo – Rua Pedro Alexandrino Mendonça, 10 – Bairro Taquaril (Leste)
  • Artista e/ou Coletivo: Paisagens Móveis – Rua Salvador Pinto, 80 – Bairro Paraíso (Leste)
  • Artista e/ou Coletivo: Camila Lacerda – Rua Hermilo Alves, 34 – S (Leste)
Foto Divulgação / Camila Lacerda
  • Artista e/ou Coletivo: Luiza Liu – Rua Pitangui, 3799 – Bairro Horto (Leste)
  • Artista e/ou Coletivo: Cata Preta – Rua Geraldo Menezes Soares, 500 – Bairro Sagrada Família (Leste)
  • Artista e/ou Coletivo: Binho – Avenida José Cândido da Silveira, 103 – Bairro Cidade Nova (Nordeste)
  • Artista e/ou Coletivo: Bela Moradas – Avenida Cristiano Machado, 4000 – Bairro União (Nordeste)

*informação atualizada em janeiro de 2019. Saiba mais sobre o Edital de Arte Urbana – Gentileza: https://prefeitura.pbh.gov.br/cultura/gentileza

Depois desse circuito, pegue um Uber e vá para a Rua Sapucaí, na divisa entre o Centro e o Bairro Floresta, e conheça as obras do primeiro mirante de arte urbana do mundo.

O Circuito Urbano de Arte (Cura) é composto por 10 painéis artísticos em prédios do Centro de Belo Horizonte. As pinturas  gigantescas em empenas (fachadas cegas) foram realizadas em três edições do festival Cura, com o objetivo de incentivar o diálogo com a cidade e debater a noção clássica de arte. Todos os prédios pintados podem ser vistos da rua Sapucaí e os murais têm entre 450 e 1.780 metros quadrados, sendo um deles o mural mais alto pintado por uma mulher na América Latina com 56 metros de altura.

Além das pinturas, o festival promove mesas de debates, feiras de arte, festas e ações especiais sempre conversando com a arte urbana e a cultura de rua. Veja os detalhes sobre as obras aqui: https://cura.art/#mapa

Para arrematar um dia de pura fruição artística, encoste-se na mureta da Sapucaí e observe o pôr do sol. Aproveite para convidar os amigos para sentar em um dos restaurantes e bares super charmosos que te esperam com uma Skol gelada nessa rua histórica.

Histórica, mas que soube se reinventar e acompanhar os novos tempos de Belo Horizonte.

Foto CURA.ART