8 coisas que você não imagina sobre o Carnaval de Belo Horizonte

23 de outubro de 2018


Carnaval de Belo Horizonte 2018 | Belotur Foto Alexandre Guzanshe/Belotur

Belo Horizonte recém-completou 121 anos e, ao contrário do que muita gente imagina, por aqui sempre teve carnaval. Sempre mesmo! Os primeiros registros de folia são do ano de inauguração da cidade, em 1897.

De lá pra cá, muuuito glitter passou por esses corpinhos mineiros! E como tem história! Por isso, resolvemos homenagear o aniversário da cidade listando algumas curiosidades desse carnaval que surpreende a cada ano. Dá só uma olhada!

1. Que avenida que nada, o primeiro carnaval aconteceu em um canteiro de obras

Nem agogôs, nem tamborins, os primórdios da folia foram entre pás e marretas. Em 1897, os foliões foram os próprios operários que construíam a cidade. Eles se organizaram em carros e carroças e desfilaram da Praça da Liberdade até a avenida Afonso Pena. Esse movimento deu origem aos blocos caricatos, que até hoje saem pelas ruas.

Foto: Arquivo Público Mineiro

2. O bloco mais antigo de Belo Horizonte tem mais de 70 anos

Criado em 1947, o Leão da Lagoinha arrastou multidões por décadas na folia belo-horizontina. O cortejo partia das ruas Itapecerica e Machado de Assis, na região da Lagoinha, até a avenida Afonso Pena, sempre no primeiro dia de festa. Por alguns anos, o bloco não foi pra rua, mas em 2017 retomou suas atividades para a alegria dos foliões tradicionais.

Foto: Cacá Lanari

3. JK era habituê do rolê

É isso mesmo. Mineiro de Diamantina, o presidente Juscelino Kubitschek adorava os bailes do lendário Terrestre Esporte Clube, na região da Lagoinha. Nas décadas de 1950 e 1960, os músicos, jogadores de futebol e outras personalidades da época se misturavam ao povão por ali.

4. A loira do Bonfim já foi musa do carnaval 

Na década de 1950, os foliões do Leão do Bonfim, principal bloco da época, se fantasiavam com perucas loiras e exageravam no batom vermelho, inspirados pela personagem. Segundo a lenda urbana, a moça seduz homens na calada da noite e os leva para casa, o Cemitério do Bonfim. Ui!

5. Na folia, quem manda é o rei (e a rainha e a princesa)

A Corte Momesca é destaque do carnaval desde a década de 1980. O trio de embaixadores, que se renova a cada ano, tem a responsabilidade de manter o espírito carnavalesco vivo durante a folia. Na abertura do evento, eles recebem das mãos do prefeito a chave da cidade.

Foto: Guará Fotografia

6. Em BH, ousadia é alegria

Sabe aquela marchinha de carnaval que todo mundo canta junto? Temos! Desde 2012, o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas realiza um baile para eleger as músicas mais criativas e ousadas do carnaval. A mistura de ironia, crítica política e social e muito bom humor esquenta o clima da festa e deixa a galera na expectativa por um novo hit a cada ano.

7. O carnaval é de todo mundo (todo mundo mesmo)

Lembra daquela música “junte sua mãe, seu cachorro, sua sogra”? Pois é, em BH é bem assim, tem rolê pra todos os gostos! E a Banda Mole é o símbolo máximo disso. Há mais de 40 anos, o evento reúne criatividade e tolerância, arrastando multidões na avenida Afonso Pena, sempre no sábado anterior ao carnaval.

8. Temos o segundo melhor carnaval do país (é verdade esse bilete)

Ao povo o que é do povo. Justiça seja feita, nesta década o nosso carnaval fez a fênix e renasceu graças a um movimento criado pelos próprios belo-horizontinos. A festa se multiplicou e, em 2018, foi eleita a segunda melhor do país de acordo com uma pesquisa realizada pelo Google. Somente este ano, 3,8 milhões de pessoas foliaram por aqui.

Foto André Fossati

Deu vontade de ir pra rua agora, né? Nós também estamos contando os dias e as horas! Mas olha, faltam só 65 dias para o início do período oficial do Carnaval de Belo Horizonte. Vai dando um tapa na fantasia aí que já já a gente se vê.

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